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Já aos seis anos de idade conseguia tirar melodias numa flauta; pouco depois, ao ingressar na escola de São Simão SP, vila vizinha de sua terra natal, começou a estudar rudimentos de música com Dionísio Machado. Ainda no curso primário organizou uma bandinha, da qual era regente, continuando seus estudos musicais com o professor baiano José Inácio. Transferido para o Colégio São Luís, em Itu SP, tocou ocarina no conjunto de um parente, José de Abreu. Nos três anos em que permaneceu no colégio, estudou harmonia com José Basílio.

Em 1894 ingressou no seminário episcopal em São Paulo, onde estudou harmonia com José Pinto Tavares, padre Juvenal Kelly. Dois anos depois voltou para Santa Rita do Passa Quatro, onde foi trabalhar na farmácia do pai, José Alacrino de Abreu. Datam dessa época suas composições Flor da estrada, valsa mais tarde lançada com algumas modificações, e o maxixe Bafo de onça. Suas primeiras composições editadas foram o xótis D’Alva e a valsa Soluços d’alma, lançadas pela Casa Sotero, do Rio de Janeiro RJ. Organizou uma banda e uma orquestra que se tornaram conhecidas nas cidades do interior paulista.

Em 1898, apresentando-se com sua orquestra num baile em Santa Cruz de Estrela SP, conheceu a professora Durvalina Brasil, com quem casou a 11 de maio de 1899, ali fixando residência e abandonando a música para abrir uma farmácia. Pouco tempo depois, entretanto, voltou à cidade natal, onde organizou a Lira Santa-Ritense e a Orquestra Smart, que atuava no cinema do mesmo nome. Empregou-se como escrevente na coletoria local e continuou a compor choros, tangos, valsas, fox-trots e marchinhas.

Em 1909 tornou-se secretário da câmara municipal, sem abandonar sua participação na Lira Santa-Ritense, que em 1911 obteve o segundo lugar num concurso de bandas em Piraçununga SP. Em 1917, num baile do grêmio literário e recreativo de Santa Rita do Passa Quatro, apresentou uma composição nova, um chorinho ainda inacabado e sem nome; os pares pulavam tanto que observou, ao pessoal da banda, “até parece tico-tico no farelo…” Estava lançada a sua mais famosa composição; no entanto, com o título de Tico-tico no fubá, só foi editada em 1930 e, com a letra escrita em 1931 por Eurico Barreiros, só foi gravada em 1942 por Ademilde Fonseca. Dez dias antes, porém, Alvarenga e Ranchinho tinham gravado o choro com uma letra curta de Alvarenga e o subtítulo de Vamos dançar comadre; e, nos E.U.A., Carmen Miranda já a vinha cantando com outros versos de Aluísio de Oliveira. Utilizado em 1943 por Walt Disney em seu filme Saludos amigos (Alô amigos), o “choro-sapeca” tornou-se uma das músicas brasileiras mais conhecidas e gravadas no mundo inteiro.

Por volta de 1918 compôs a valsa Branca, outra composição marcante em sua obra, em homenagem à filha do chefe da estação ferroviária, Branca Barreto. Em 1920, depois da morte do pai, estabeleceu-se com a família em São Paulo, onde passou a trabalhar como pianista demonstrador da Casa Beethoven. Sempre compondo, conseguiu emprego na orquestra do Bar Viaduto, tocando em muitos dancings e cabarés das avenidas São João e Ipiranga. Em 1924 escreveu Sururu na cidade, composição bem humorada sobre os dias agitados da revolução de 1924, que fez grande sucesso. Nesse ano os Irmãos Vitale editaram sua valsa Branca, que se tornou o primeiro grande sucesso da nova editora musical. Para reforçar o orçamento doméstico, costumava percorrer casas de famílias abastadas, interpretando ao piano suas composições e vendendo as partituras.

Várias de suas composições foram gravadas por orquestra, já que compunha apenas as melodias: Tico-tico no fubá e Branca tiveram suas gravações originais num mesmo disco da Columbia, lançado em 1931, na interpretação da Orquestra Colbaz dirigida pelo maestro Gaó. Recebendo letras de parceiros, outras foram gravadas por cantores como Francisco Alves, que pôs em disco o samba Pé de elefante (com Dino Castelo), em 1927, as valsas Aurora (com Salvador Morais) e Rosa desfolhada (com Dino Castelo), em 1929, e Amor imortal (com João de Barro), em 1933, e Celestino Paraventi, que interpretou as valsas Tardes em Lindóia (com Pinto Martins) e Longe dos olhos (com Salvador Morais), em 1930. Nos últimos anos de vida, foi várias vezes ao Rio de Janeiro, conhecendo, através do compositor Bororó, o poeta Catulo da Paixão Cearense.

Em 1933 foi fundada a banda Zequinha de Abreu, com 25 figurantes. Dezessete anos depois de sua morte, a Companhia Vera Cruz produziu o filme Tico-tico no fubá, dirigido por Fernando de Barros e Adolfo Celi, baseado na vida do compositor.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira: erudita, folclórica e popular. 2ª ed. São Paulo: Art Editora, Publifolha, 1998

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